A quarentena foi abandonada por muitos brasileiros a partir do final de agosto. Disparou, desde então, o número de pessoas que voltaram a frequentar lugares que estavam sendo evitados por conta da necessidade de distanciamento social, especialmente parques, praias e outros locais de lazer.

Um desses monitoramentos vem sendo feito pelo Google em 135 países.

Atingido em cheio pelos efeitos do coronavírus, o ônibus coletivo urbano não sobreviverá no pós-pandemia se for mantido o modelo atual, onde os custos são pagos unicamente pelas receitas tarifárias.

Isso porque a medida sanitária de manter maior número de veículos nas ruas com a drástica redução de passageiros cria uma conta que não fecha e exige mais que medidas paliativas.

Desde o início da pandemia, a falta de informações conclusivas e de fontes de pesquisas seguras trouxe medo para os usuários do transporte coletivo. Novos estudos e novas evidências começam a desmistificar a ideia de que ônibus são um local de contágio maior do que outros ambientes.

Nesta quarta-feira (16), foi divulgado o estudo "Análise da Evolução das Viagens de Passageiros por Ônibus e dos Casos Confirmados da Covid-19”, realizado pela NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos).

O transporte de massa virou o Belzebu da pandemia da covid-19. O medo de andar de metrô, trem ou ônibus é a reação padrão no mundo. No Brasil, 93% dizem ter medo usar transporte público, segundo levantamento do PoderData.

Em Londres, que tem um dos melhores sistemas de metrô do mundo, esse índice chega a 70%, de acordo com pesquisa da Tetha Financial Reporting.

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